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Março - 2008
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O CARA
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85 letras e um disparo
Sacolinha
Global
117 págs.
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| Sacolinha (o Ademiro Alves de Souza) é um cara batalhador. Corre atrás da vida. Em 2005, lançou por conta e risco Graduado em marginalidade. Com o romance em mãos, bateu perna pelas ruas paulistanas para vendê-lo. Esgotou a edição. No ano seguinte, publicou 85 letras e um disparo. Também vendeu tudo. Agora, editada pela Global, a coletânea de contos vai percorrer viagens mais longas. Ignácio de Loyola Brandão garante que a leitura vale a pena: “Os personagens vivem em um mundo particular [...] imersos na violência de tal modo que a violência perdeu o sentido”. |
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AMOR COM LEVEZA
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De um grande amor e de uma perdição maior ainda
Leticia Wierzchowski
Record
266 págs.
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| Ao planejar De um grande amor..., Leticia Wierzchowski tinha uma idéia muito clara: “queria falar de amor com leveza”. O amor, por sinal, é o tema que mais visibilidade trouxe à obra da autora. A casa das sete mulheres, que virou minissérie da Globo, é um exemplo. Neste novo romance, a trama é protagonizada por um malandro tipicamente brasileiro. A autora conta as incríveis aventuras amorosas de Bibico Nunes, um mulato de inesquecíveis olhos azuis que coleciona mulheres por onde passa, até o dia em que se apaixona pela rica viúva de um deputado. |
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MUNDO DE HISTÓRIAS
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Panorâmica do conto em Pernambuco
Org. Antônio Campos e Cyl Gallindo
Escrituras/IMC
895 págs.
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Panorâmica do conto em Pernambuco é um imenso mundo a ser descoberto. A coletânea reúne um conjunto de obras literárias a fim de desvelar o povo pernambucano no cenário nacional. São 114 autores, nascidos naquele Estado ou que, por qualquer circunstância, vivenciaram ou vivenciam a realidade pernambucana, suas experiências históricas, seus momentos de alegria, seus anseios, suas adversidades e suas realizações. A coletânea mergulha em documentação e traz escritos desde o primeiro contista até autores inéditos, com revelações surpreendentes. |
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A NOSSA PESTE
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Exílio
As histórias da grande peste
Samuel Reibscheld
Ateliê
176 págs.
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| As narrativas do médico e escritor Samuel Reibscheid viram a realidade pelo avesso, reinventando-a com imaginação, humor e uma forte dose de crítica. Como no clássico A peste, de Albert Camus, Reibscheid cria uma perturbadora alegoria para falar do momento presente, não só a respeito da área que conhece bem, como profissional experiente, mas também da violência urbana, da corrupção política, enfim, de um processo de degradação que se espalha pelo tecido da sociedade e contamina as relações pessoais, os projetos de vida e os ideais de qualquer cidadão. |
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DO COTIDIANO
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Do jeito que nós vivemos
Moacyr Scliar
Leitura
175 págs.
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| A internet, os livros, os vizinhos, a velha história da relação entre homens e mulheres são alguns dos temas das crônicas de Moacyr Scliar. O olhar do cronista flagra cenas comuns do cotidiano, da vida de todos os dias, e as registra nessas páginas. O livro traz o romancista para muito perto do leitor. E, como disse Luis Fernando Verissimo, é muito bom tê-lo em nossa vizinhança. E ressalta: “Nem todo romancista dá bom cronista, claro. Como bons cronistas não dão, automaticamente, bons romancistas. No caso do Scliar temos o kit completo”. |
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INTRIGA E PAIXÃO
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Dois pólos
Adriana Calabró Orabona
Escrituras
230 págs.
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| Dois pólos percorre a Veneza do século 13. Ali, misturam-se um casal de amantes, um menino que vira homem, um destino que molda ausências e tece desencontros. Uma grande paixão e uma intriga palaciana que permitirá que três personagens, predestinados a carregar suas cruzes por boa parte da narrativa, enfim se encontrem. Dois deles, aparentemente opostos, distantes e inconciliáveis como os dois pólos da Terra. Adriana Calabró Orabona é descendente de italianos e nasceu em São Paulo, em 1968. É autora também de Autobiópsia. |
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BATE-PAPO ESSENCIAL
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Por trás da entrevista
Carla Mühlhaus
Record
320 págs.
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| Este livro é indispensável àqueles que se interessam pelos caminhos que levam a uma entrevista eficiente. Com público garantido entre os estudantes de jornalismo, a obra alcança muitos outros interessados. Ao entrevistar jornalistas experientes, como Carlos Heitor Cony, Joel Silveira, e José Castello, Carla Mühlhaus, além de discutir a técnica para a construção de uma boa entrevista, também descobre histórias divertidas e inusitadas do jornalismo brasileiro. Ao fim, uma opinião é unânime: a entrevista é essencial — e imprevisível. |
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SOMBRAS NO PALCO
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O teatro de sombras
Lourenço Mutarelli
Devir
271 págs.
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| Lourenço Mutarelli é um artista bem-sucedido. Considerado um dos principais quadrinistas brasileiros, ainda ganhou destaque em sua incursão no cinema, em O cheiro do ralo. Agora, publica cinco peças teatrais, reunidas neste O teatro das sombras. Como afirma Carlos Eduardo Lourenço, não é por acaso que o livro ganhou este título: “as cinco peças que o compõem mostram ao leitor a sombra da vida dos personagens, eles tentam se esconder por trás de uma falsa imagem refletida na sociedade, que é o grande lençol sobre o qual são projetadas nossas sombras”. |
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ANJOS E FLORES
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O sátiro se retirou para um canto escuro e chorou
Márcio Davie Claudino
Imprensa Oficial do Paraná
131 págs.
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| Márcio Davie Claudino nasceu em Curitiba, em 1970. Nos anos 90, participou do grupo literário curitibano Intervenção. Esta coletânea de poemas é seu primeiro livro. Na apresentação, Raquel Illescas Bueno ressalta que “a escrita de Claudino é feita de tudo aquilo que insistem (mal) em qualificar como atributos definidores do discurso poético: palavras raras compondo atmosferas rarefeitas; atemporalidade ou saudosismo de um tempo imemorial; paixões profundas, dolorosas; musas encantatórias, eternas, anjos e flores”. |
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Fevereiro - 2008
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AGRADAR SEMPRE
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Louca por homem
Claudia Tajes
Agir
119 págs.
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| Graça adora agradar ao parceiro. Em todos os sentidos. A cada novo namorado, sua personalidade se transforma por completo e obsessivamente passa a viver a vida da nova paixão. Se o parceiro gosta de vermelho, Graça não titubeia e passa a vestir-se somente com esta cor. Se o cabra é canhoto, lá vai ela aprender a escrever com a mão esquerda. É do tipo que não mede esforços. A capa (de mau gosto), com vários modelos de cueca pendurados, é o cartão de visitas ao leitor. É diversão garantida para quem não busca muito mais que isso em um romance. |
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NOS CONFINS
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Contos populares do Brasil
Sílvio Romero
Martins Fontes
225 págs.
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| A nova edição de Contos populares do Brasil leva em consideração a de 1907, com os devidos ajustes gráficos e ortográficos. Ao coligir estes contos — divididos a partir da origem de influência dos textos —, Sílvio Romero teve em vista a busca de um caráter nacional com base no princípio da mestiçagem entre os elementos europeu, indígena e negro na formação do povo brasileiro. Portanto, o livro está dividido em três grandes blocos. Sílvio Romero nasceu em Lagarto (SE), em 1851, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1914. Entre outros, é autor de Etnografia brasileira e História da literatura brasileira. |
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VIELAS E MORROS
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20 contos e uns trocados
Nei Lopes
Record
254 págs.
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Os textos de 20 contos e uns trocados arrebentam a pele do Rio de Janeiro e infiltram-se para além das manjadas belezas dos cartões-postais. É uma cidade que, apesar de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite, pouco se espraia para muito mais longe. Os contos têm no centro o indivíduo negro, que vive o cotidiano das comunidades humildes e marginalizadas. O compositor e pesquisador Nei Lopes apresenta ao leitor um universo marginal e fascinante, em textos que reproduzem a oralidade popular.
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DIÁLOGO EXPLOSIVO
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Eu sei que vou te amar
Arnaldo Jabor
Objetiva
133 págs.
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| Eu sei que vou te amar caminha na contramão. Após mais de 20 anos do estrondoso sucesso do filme, aparece o livro. Uma breve novela. O filme levou 5 milhões de espectadores aos cinemas para assistir ao intenso diálogo entre Fernanda Torres e Thales Pan Chacon. O casal se reencontra depois da separação. É isso: um diálogo entre dois ex-amantes. E seus imprevisíveis desdobramentos, com ofensas, mágoas, dores, ressentimentos, traições, etc. A atuação garantiu a Fernanda Torres o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. |
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IMPREVISÍVEL HUMOR
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Epístolas ao peixe
Hélio de Almeida Fernandes
Bom Texto
268 págs.
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| Os catorze contos de Epístolas ao peixe estão divididos em três partes: Feminae, dedicada às mulheres; Quotidie aborda o cotidiano em três histórias; e Pax e Bellum fala da humanidade. Os contos se destacam pela imprevisibilidade, humor e crueldade. Hélio de Almeida Fernandes nasceu em 1935. Fez graduação e licenciatura em letras neolatinas e em direito. Foi professor visitante da Universidade de Lima, no Peru, e da Universidade do Porto, em Portugal. Ele finaliza o romance histórico Lua alta e os cavalos noturnos — o penúltimo nome de Deus. |
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MEDICINA E HISTÓRIA
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Memórias de um cirurgião-barbeiro
Heitor Rosa
Bertrand Brasil
208 págs.
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| Memórias de um cirurgião-barbeiro é um romance histórico. Ao retratar a medicina há mais de 500 anos, numa sociedade onde crendice, religião e política se misturavam (principalmente durante a epidemia de uma doença sexualmente transmissível), Rosa mostra que, em certos aspectos, nosso mundo não mudou tanto assim. Como afirma Moacyr Scliar, “não se trata de um trabalho científico, acadêmico; o que temos aqui é um romance que prende o leitor da primeira à última linha”. Heitor Rosa nasceu em 1940, formou-se em medicina e atualmente é professor universitário. |
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ICEBERGS RADICAIS
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Contos de algibeira
Vários autores
Casa Verde
128 págs.
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| A Casa Verde — pequena editora de Porto Alegre, comandada por sete escritores — está se especializando na publicação de minicontos. Acaba de ser lançado o terceiro volume da série Lilliput, com cerca de cem contistas do Brasil e Portugal. Na apresentação da coletânea, a editora e escritora Laís Chaffe explica que “agora, escritores de Portugal e de outros estados do Brasil unem-se aos gaúchos na tarefa de criar icebergs de proporções mais radicais do que as da já clássica teoria de Hemingway sobre o conto”. |
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BOA COMPANHIA
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Falta um cão na vida de Kant
Fernando Reis
Objetiva
251 págs.
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| Falta um cão na vida de Kant é a estréia literária do diplomata Fernando Reis, atualmente diretor do Instituto Rio Branco. O jovem protagonista vive uma procura incessante por assuntos que desconhece, mas que o fascinam. Conta com o apoio de seu tio Juca, que define a filosofia como o casamento da inteligência com o assombro, e de Zé, um amigo provocador e inteligente. Tem como companheiras inseparáveis a filosofia e a literatura, ao lado de autores como Kant, Nietzsche, Platão, Flaubert, Machado de Assis e Jorge Amado. |
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QUASE INVISÍVEIS
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A vida que ninguém vê
Eliane Brum
Arquipélago
204 págs. |
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| Em 1999, a jornalista Eliane Brum publicou uma série de crônicas-reportagens no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sobre pessoas anônimas, seres que vivem abaixo da linha de interesse do jornalismo cotidiano. A iniciativa rendeu-lhe o Prêmio Esso Regional (espécie de Oscar do jornalismo brasileiro). No entanto, o mais importante foi a excelente receptividade dos leitores. Prova da qualidade dos textos é a publicação agora em livro. É leitura agradável, inquietante, transformadora. Do anonimato surgem um mendigo, um carregador de malas, um macaco fujão, um homem que comia vidro... |
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Janeiro - 2008
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A chave de casa
Tatiana Salem Levy
Record
206 págs.
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Tatiana Salem Levy percorreu o caminho inverso da maioria dos escritores. Aportou primeiro em Portugal com A chave de casa, pela editora Cotovia. Agora, este seu romance de estréia é publicado no Brasil. Ao passar por temas como a morte da mãe, a relação com um homem violento, viagem, raízes, herança, a autora tece um romance de vozes diversas - como são as vozes da memória -, histórias que se complementam num tom de densa estranheza. Tatiana é também tradutora e doutora em estudos literários. |
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A ida
Lobo Pasolini
7Letras
190 págs.
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Narrado na primeira pessoa, o romance estende-se sobre três semanas durante as férias de Davi, o protagonista, em Vitória (ES). A ação desenrola-se principalmente em reuniões de amigos e se encaixa na tradição do realismo literário, focando nos pormenores da realidade. O objetivo do autor é "simplesmente ‘contar uma estória' ao invés de narrá-la empregando o binário convencional de ação e reação". Lobo Pasolini nasceu em Colatina (ES), em 1969, e cursou jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo. |
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Txakazuê
Igor Miguel Pereira
Letras Brasileiras
140 págs.
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Igor Miguel Pereira nasceu em Angra dos Reis (RJ), em 1989, e estréia na literatura com uma novela policial nonsense. Ganimedes, detetive ocasional, é contratado por um traficante para descobrir um hacker que lhe surrupiou R$ 1,00 da conta bancária. O hacker também rouba pequenas quantias de um político e um cantor romântico, invadindo seus sites e deixando mensagens poéticas contra a sociedade de consumo, os políticos e a música brega. O autor debocha dos clichês do gênero policial e faz uma crítica irreverente dos costumes atuais. |
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Crisálida
Guilherme Scalzilli
Casa Amarela
222 págs.
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Após os contos de A colina da providência, Guilherme Scalzilli, nascido em São José dos Campos (SP), em 1970, estréia agora como romancista com Crisálida. Segundo Ignácio de Loyola Brandão, o livro traz "sensações de tempos gastos em desperdícios de energia e convicções. Este é o mundo de agora, a sociedade globalizada, a ausência de sentido, é o vácuo". Ele considera Scalzilli um "outsider do século 21". Empolgado com a primeira coletânea de contos do autor, Leo Gilson Ribeiro considerou o seu estilo "sutilíssimo e mágico". |
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Tinha uma coisa aqui
Ieda Magri
7Letras
72 págs.
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Tinha uma coisa aqui apresenta três pequenas histórias que se entrelaçam. Em Abraão e eu, as lembranças da infância, os cenários e a dor da perda aproximam o leitor do enredo. Pema traz projeções imaginárias através do olhar fantástico de um menino. Em Tinha uma coisa aqui, os dramas e os detalhes mostram a perspectiva de uma garota. Ao ler a estréia de Ieda Magri, Heloisa Buarque de Hollanda disse: "Alguma coisa me pegou de jeito e eu não conseguia parar. Alguma identificação, alguma dor antiga, alguma tela perdida". |
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O menino da rosa
Tony Monti
Hedra
47 págs.
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Em brevíssimos contos, Tony Monti resgata uma infância. A dele? Talvez. Pouco importa. Como bem define Marcelino Freire, o autor "tem uma elegância que envolve. Este é o perigo". Já Julián Fuks, também um dos novos autores incluídos neste Rascunho, afirma: "Do primeiro livro para O menino da rosa, surpreende a mudança de tom, o acréscimo de delicadeza, a palavra que não parece buscar nada que não seja beleza". Monti nasceu em Osasco (SP), em 1979, e estreou na literatura com os contos de O mentiroso (2003). |
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O amor é uma coisa feia
Gustavo Rios
7Letras
85 págs.
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Em O amor é uma coisa feia - coletânea de contos que marca a estréia de Gustavo Rios - solidão, despedidas, fotos antigas, livros e discos fazem parte do repertório. Os textos são dotados de humor e ceticismo, e carregados de genuína melancolia. A desilusão e a negação do amor romântico estão em toda parte. Gustavo Rios nasceu em Salvador (BA), em 1974. Mantém o blog http://cozinhadocao.blogspot.com/, onde escreveu sobre 2008: "Será um tempo bom. Num dia de sol, quem sabe. Num ano que vai chegar em breve: a porra do tempo voa". |
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Grãos
Patrícia Tenório
Calibán
123 págs.
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Grãos é composto de textos escritos entre os janeiros de 2006 e 2007. Segundo a autora, "numa sociedade de consumo onde rótulos e preconceitos são estabelecidos, Grãos se propõe a ser escolhido, plantado no tecido imaginário de cada leitor. Que nele a casca aprisionada da essência pura do texto se quebre, libertando o que foi despertado no momento mágico: quando quem escreve e quem lê se tornam um". Patrícia Tenório nasceu em Recife (PE) e publicou O major - eterno é o espírito (2005) e As joaninhas não mentem (2006). |
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Ressaibo
Erika Mattos da Veiga
7Letras
207 págs.
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Ressaibo é a expressão desconcertante da mesquinhez e da vileza dos homens, constantemente envolvidos em jogos de poder que regem suas relações pessoais. Na primeira página, nos deparamos com a descrição de uma figura detestável, cuja desarmonia suscita mais a repulsa do que a compaixão. A autora vasculha os mais sórdidos recônditos de seus personagens e expõe seus preconceitos e rancores no labirinto obscuro das relações humanas. Erika Mattos da Veiga nasceu em Volta Redonda (RJ), em 1977. É formada em farmácia-bioquímica e direito. |
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O homem dos sonhos
Tatiana Maciel
Agir
141 págs.
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F#23107 - sim, este é o protagonista; ou melhor, o desprotagonista de O homem dos sonhos - é um figurante de sonhos neste romance de estréia de Tatiana Maciel. Convocado pelos subconscientes de diferentes pessoas, ele pode cair nas mais diversas situações. No prólogo, lê-se: "Um sujeito comum. [...] Desta história ele não é centro, mas uma interseção comum". O cineasta Jorge Fernando escreve que "o livro finge que dorme e sonha por nós". Tatiana nasceu em 1979, em Recife (PE). É filha da escritora Adriana Falcão. |
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Aguadeiro
Alessandra Rech
Horizonte
112 págs.
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Dividido em quatro partes, Aguadeiro é uma seleção de textos que dialoga com a imagem da água. O livro reúne crônicas e contos publicados em jornal entre 2000 e 2007, apresentados em seqüência que lhes dá um sentido de continuidade. O leitor vai se deparar com o universo feminino, a solidão, o desejo, medos, perdas, mistérios e recomeços. Para Cíntia Moscovich, a autora "revela-se narradora segura, com um senso de humanidade que beira a doçura". Alessandra Rech é jornalista e mestre em letras e cultura. Escreve crônicas para o jornal Pioneiro, de Caxias do Sul (RS). |
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Histórias do Rio Negro
Vera do Val
Martins Fontes
178 págs.
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Como deixa explícito o título desta coletânea, todos os 26 contos têm alguma ligação com o Rio Negro. Vera do Val pisa em território conhecido. Nascida em Campinas (SP), a autora vive na Amazônia. Na introdução, a autora escreve: "Quem viu o Negro na vida nunca mais se encantará com outro rio. A imensidão de águas escuras, a magia que ele espalha à sua volta, seu enigma e o esplendor dos seus ocasos são coisas que impregnam alma da gente". Formada em biologia, Vera do Val publicou também O imaginário da floresta. |
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Fevereiro - 2008
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PODER E MORTE
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Boris Godunov
A. S. Púchkin
Trad.: Irineu Franco Perpetuo
Globo
181 págs.
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| Inspirada em tragédias de Shakespeare, como Macbeth, Henrique V e Ricardo III, a peça Boris Godunov ganha a primeira tradução direta do russo. A trama se desenvolve durante um período trágico da história russa, conhecido como “Tempo das Perturbações”, quando Ivan, o Terrível (1530-1584) assassina Dmitri, seu filho mais velho e sucessor. O crime abre espaço para Feódor, irmão de Dmitri, assumir o poder. Tido como doente mental, ele delega o governo a Godunov, que terá pela frente um período dos mais turbulentos. |
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ÚLTIMO SUSPIRO
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Deus o abençoe, Dr. Kevorkian
Kurt Vonnegut
Trad.: S. Duarte
Record
75 págs.
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| Kurt Vonnegut é um autor engraçado. Faz do humor sua arma. Quando ele morreu, em abril de 2007, aos 84 anos, Gore Vidal disse: “Era um autor único, ele jamais aborreceu seus leitores”. Pelo contrário. Vonnegut buscou obstinadamente diverti-los. E quase sempre conseguiu. Deus o abençoe reúne 21 estranhas “entrevistas” feitas durante o período em que o autor foi “repórter do além” para a WNYC, uma estação pública de rádio de Nova York. Desfilam pelo livro personagens como Hitler, Isaac Newton, Shakespeare e Mary Shelley. |
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DEUS E DIVERSÃO
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Eu, Cláudio
Robert Graves
Trad.: Cecília Prada
A Girafa
424 págs.
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| Baseado na autobiografia de Tibério Cláudio, imperador romano, nascido em 10 a.C., assassinado e declarado deus em 54, Eu, Cláudio está recheado de mortes, cobiça e loucura. Narra os gloriosos dias de Augusto e seu desastroso caso de amor com a depravada Messalina, as crueldades de Tibério e a insanidade de Calígula. Considerado um grande estilista da prosa, o poeta Robert Graves nasceu em Wimbledon, em 1895, e faleceu em 1985. Seu livro mais importante é Selected Poems. A editora A Girafa promete o lançamento de Cláudio, o Deus para este ano. |
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CRIME E EXISTÊNCIA
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A lua de papel
Andrea Camilleri
Trad.: Joana Angélica d’Ávila Melo
Record
219 págs.
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| O italiano Andrea Camilleri é um dos grandes nomes da literatura policial contemporânea. Salvo Montalbano é um detetive avesso às armas, culto, dono de gostos refinados, apesar do jeitão siciliano de ser. Em Lua de papel, ele reavalia sua vida, e dialoga com a velhice incipiente, ao mesmo tempo em que precisa elucidar um brutal assassinato. Angelo Pardo é encontrado morto em casa, nos arredores de Vigàta. Todos os indícios apontam para um crime passional, resultado de sua conturbada relação com duas mulheres de comportamento completamente opostos. Mas... |
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DESCOBERTAS
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Como respirar debaixo d’água
Julie Orringer
Trad.: Luciano Machado
Companhia das Letras
253 págs.
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| Os nove contos de Como respirar debaixo d’água tratam da infância e da adolescência nos Estados Unidos de hoje e de seu confronto com o mundo adulto. As experiências e as descobertas da juventude nem sempre revelam beleza e conforto afetivo. O universo controlado em que os jovens vivem aparece associado à violência, ao erotismo, à religião e à doença. Esse terreno conflituoso é explorado por Julie Orringer para falar de sentimentos como culpa, indiferença, desejo, incomunicabilidade e preconceito. Julie Orringer nasceu nos Estados Unidos, em 1973. |
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PRESENÇA ETERNA
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Propaganda monumental
Vladímir Voinóvitch
Trad.: Denise Sales
Planeta
381 págs.
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| Vladímir Voinóvitch é um grande satirista. O seu alvo preferido são a história russa recente e suas crueldades. Em Propaganda monumental, ele abusa do sarcasmo, do humor e de situações absurdas para criticar a dura realidade do stalinismo. Uma viúva é comunista stalinista fanática. Com a derrubada do ditador, ela resolve levar uma estátua de seu ídolo, que seria destruída, para o seu apartamento. A iniciativa só lhe trará problemas. A partir da inusitada situação, Voinóvitch apresenta uma visão cômica e muito humana do período soviético. |
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QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA
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Fábrica de animais
Edward Bunker
Trad.: Francisco R. S. Innocêncio
Barracuda
253 págs.
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| Sobreviver na cadeia não é coisa para amador. É preciso se adequar aos códigos de conduta, tanto da bandidagem quanto das autoridades. Extraído das experiências vividas por Edward Bunker no violento mundo das prisões americanas, Fábrica de animais mergulha no universo paranóico de San Quentin, onde status e território são artigos fatais e em constante transição, para contar a história de dois criminosos. O novato Ron Decker conhece o veterano Earl Copen, que assume a tarefa de iniciar o jovem no brutal código de sobrevivência na prisão. |
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A SOMBRA DO PASSADO
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O viajante e o mundo da lua
Antal Szerb
Trad.: Paulo Schiller
Ediouro
293 págs.
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| Neste romance acompanhamos a história de Mihály — filho de uma família burguesa de Budapeste — em sua viagem de núpcias pela Itália. Erzsi, a esposa, fora sua amante quando ela vivia seu primeiro casamento. Durante a viagem, Mihály debate-se entre devaneios da adolescência e a vida adulta. Imagens do passado misturam-se com outras figuras insólitas para compor um cenário surrealista. O viajante e o mundo da lua foi escrito em 1937 sob a sombra do nazismo. É o primeiro livro do húngaro Antal Szerb (1901-1945) a ser traduzido no Brasil. |
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POESIA VIZINHA
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O rio que fala
Antologia da poesia peruana (1950-2000)
Trad.: Everardo Norões e Diego Raphael
7Letras
225 págs.
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| Quem são os mais importantes poetas peruanos surgidos nos últimos 50 anos? A pergunta, como em qualquer outro país, pode gerar muita discussão e controvérsia. A antologia O rio que fala (edição bilíngüe) apresenta um panorama de múltiplas vozes da poesia peruana produzida entre 1950 e 2000. A organização se dá segundo a geração e o projeto estético-ideológico a que pertencem os poetas. Desta forma, é a primeira fonte sistemática da poesia peruana para o público brasileiro. É um bom começo para se conhecer um pouco mais da literatura de um vizinho tão desconhecido entre nós. |
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Julho - 2007
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NO LIMITE
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Sonhando a Palestina
Randa Ghazy
Trad.: Monica Braga
Record
204 págs.
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| Ao estrear na literatura aos 15 anos com Sonhando a Palestina, a italiana Randa Ghazy o fez em grande estilo. O romance já foi publicado em 14 países. Como adverte o subtítulo, o livro trata de amizade, amor e guerra em uma terra em que a violência há muito tempo faz parte do cotidiano das pessoas. Os jovens palestinos — como a maioria deles — Ibrahim, Nedal, Ramy, Mohammad, Ahmed Jihad e Ualid enfrentam uma rotina de represálias, homens-bomba, rastreamentos, feridos e mortos. Neste ambiente quase inóspito, a frustração e a miséria sobressaem. O romance mostra a importância da amizade, do amor e dos sonhos na tentativa de tornar a vida possível. Filha de egípcios, Randa Ghazy nasceu em Saronno, na Itália, em 1987. |
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CARTA MARCADA
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O valete de espadas
Boris Akunin
Trad.: Monica Braga
Suma de Letras
187 págs.
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| O russo Boris Akunin é um best-seller dos romances policiais. A série As aventuras de Erast Fandórin, cujo quinto volume é O valete de espadas, já vendeu cerca de 11 milhões exemplares em todo o mundo. Roubar os bens e acabar com reputação das vítimas é a rentável diversão do patife Valete de Espadas. A vítima da vez é Anissi, um rapaz tímido, feio e sem sorte. Portanto, a presa perfeita para o espertalhão. Para ludibriar o moço, o Valete lhe promete um futuro radioso e cheio de delícias jamais saboreadas — entre as quais, obviamente, o sexo. No entanto, um dia o golpista ataca o todo-poderoso príncipe Folgoruki. Aí, entra em ação o detetive Erast Fandórin. Acompanhar a caçada vale a pena. |
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CARONA REVOLUCIONÁRIA
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Tigre de papel
Olivier Rolin
Trad.: José Bento Ferreira
CosacNaify
288 págs.
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| Maio de 68 é o epicentro de Tigre de papel. Olivier Rolin transforma a tentativa revolucionária dos jovens franceses em um romance denso, que, segundo Fernando Gabeira, na orelha do livro, “critica o presente que nos envolve sem deixar de revelar com precisão o desvario dos construtores da História”. Por meio da ficção, o autor faz o acerto de contas, não só com a sua própria geração, mas também com a de seus pais e com a seguinte, representada pela jovem Marie, que ouve a narração no banco do carona do carro de Martin, narrador e alter ego literário de Rolin. Ao tentar recompor na memória a figura do pai, o narrador dá pistas para entender o desejo de heroísmo que está por trás de sua militância. |
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LONGO AMOR
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O palácio de espelho
Amitav Ghosh
Trad.: José Rubens Siqueira
Alfaguara
575 págs.
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| Rajkumar, um menino órfão e pobre, é arrastado pela corrente do caos político e social que assola a Birmânia em 1885, ano em que o reino é invadido pela Grã-Bretanha. Às vésperas da expulsão da família real birmanesa, o menino apaixona-se por Dolly, uma bela pajem da rainha. Esse amor moldará a vida do jovem personagem. Dolly segue com seus senhores para o exílio, mas ele não a esquece. Anos depois, o dono de um próspero empreendimento madeireiro, Rajkumar parte para a Índia em busca da amada. Romance épico, o livro percorre a trajetória de três famílias ao longo de várias gerações — da era industrial às linhas de frente da Segunda Guerra; das lutas pela independência da Índia à queda do reino da Birmânia. |
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O RETORNO À DOR
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Eu vi Ramallah
Mourid Barghouti
Trad.: Safa Abou-Chahla Jubran
Casa da Palavra
207 págs.
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| Mesmo distantes geograficamente, o conflito árabe-judaico no Oriente Médio ocupa nossas vidas todos os dias. As notícias nos chegam aos turbilhões. Portanto, a leitura das memórias do poeta Mourid Barghouti são imprescindíveis àqueles que desejam acompanhar o assunto sem a frieza das matérias jornalísticas. Com discurso poético, Barghouti envolve o leitor em recordações que vão desde o dia em que cruza a ponte para a Jordânia, primeiro país de exílio, até 1996, quando obtém permissão para voltar à Palestina. Na apresentação de Eu vi Ramallah, Edward Said lembra que a “escrita de Barghouti é, na verdade, espantosamente livre de amargura ou recriminação”. O autor nasceu em 1944 e é formado em literatura inglesa. Foi representante da Organização para a Libertação da Palestina. |
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MULHERES QUE AMAM
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Fugitiva
Alice Munro
Trad.: Sergio Flaksman
Companhia das Letras
385 págs.
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| As mulheres e o amor ocupam a preocupação de Alice Munro nos oito contos que compõem Fugitiva. São mulheres às voltas com seu passado. A autora consegue captar, seja em momentos decisivos, seja em episódios cotidianos, as tragédias que movem as personagens. Das vastas e desoladas paisagens canadenses, surge uma literatura forte, pungente. Talvez pela adversidade do meio, as relações pessoais ganham mais força e as trivialidades, contornos mais trágicos. A autora procura descrever toda a pluralidade do amor, desde o que leva uma jovem mulher ao encontro de um homem que só viu uma vez, até o que faz uma mãe buscar a filha que havia entregado para adoção, passando pela paixão mais arrebatadora e, paradoxalmente, mais carregada de lucidez. |
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Junho - 2007
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PODER DE SÍNTESE
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O mundo em uma frase
James Geary
Trad.: Claudia Gama Martinelli
Objetiva
260 págs.
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| Para o jornalista James Geary, editor da revista Time na Europa, os aforismos representam a bagagem de mão da literatura. Também seriam a mais antiga e a mais curta forma de arte escrita do mundo. Apaixonado pelo formato desde a adolescência, Geary escreveu, sob o título sintético de O mundo em uma frase, uma breve história do aforismo através do tempo. Ele parte da sabedoria de nomes como Buda, Confúcio, Maomé e Jesus Cristo para chegar a pensadores contemporâneos como Barbara Kruger e Stanislaw Jerzy Leg. Durante o percurso, o autor registra diversas pequenas biografias de grandes aforistas. Entre eles, Nietzsche, Mark Twain, Montaigne, Schopenhauer e Cioran - para quem viver era "perder terreno". |
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IDEAL JAPONÊS
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O samurai — A vida de Miyamoto Musashi
William Scott Wilson
Trad.: Mauro Pinheiro
Estação Liberdade
328 págs.
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| Biografia do artista-filósofo-espadachim japonês Miyamoto Musashi, uma lenda do período Edo (1603-1868). Samurai mais famoso da história, Musashi, dos 13 aos 30 anos de idade, venceu - e matou - cerca de 60 desafiantes. Mas, durante os 30 anos seguintes, não abateu mais ninguém. Dedicou-se a neutralizar os ataques de seus adversários usando apenas uma espada de madeira aliada a complexos recursos psicológicos. Musashi também se aprimorou artisticamente, tornando-se um mestre da pintura a nanquim, da caligrafia tradicional, da poesia e da cerimônia do chá. Segundo seu biógrafo, o norte-americano William Scott Wilson, especialista em cultura e língua japonesas, até hoje Musashi simboliza o ideal nipônico. Um personagem sem paralelo ocidental. |
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AIA E AMANTE
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O segredo da bastarda
Cristina Norton
Record
336 págs.
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| Romance histórico que narra a trajetória de Eugénia de Menesses, aia da princesa Carlota Joaquina. Educada no Brasil, Eugénia teve uma criação excepcionalmente liberal para a sua época. Consta que se apaixonou pelo escritor inglês William Beckford, mas que seu pai, infeliz com a perspectiva de um casamento entre eles, afastou-a do rapaz. Sem qualquer outro interesse imediato, Eugénia acabou se aproximando ainda mais da família real e estreitando seu relacionamento com D. João VI - o que culminou numa gravidez indesejada e perigosa. Em conseqüência disso, Eugénia de Menesses, perseguida por Carlota Joaquina, recolheu-se, com sua filha, a um convento. Livro de estréia no Brasil da argentina radicada em Portugal Cristina Norton. |
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CYBERPUNK
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O homem duplo
Philip K. Dick
Trad.: Ryta Vinagre
Rocco
308 págs.
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| Um dos grandes marcos da ficção científica moderna e um dos livros mais bem-sucedidos de Philip K. Dick. O autor americano foi um dos precursores do subgênero literário cyberpunk, que mistura quadrinhos e rock'n'roll a narrativas policiais e temas científicos. São dele dois dos maiores clássicos do formato, ambos já adaptados para o cinema: o conto Minority report - que resultou no filme homônimo de Steven Spielberg - e o romance Do androids dream of electric sheep? - rebatizado de Blade Runner por Ridley Scott. O homem duplo trata da história de Bob Arctor, policial de uma Los Angeles futurista, dominada pelo tráfico de uma droga chamada substância D. Uma adaptação desse romance acaba de ser rodada por Richard Linklater. |
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DOIS CAMINHOS
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P — Um caso de pornografia e paixão
Andrew Lewis Conn
Trad.: Vitor Paolozzi
Francis
376 págs.
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| Duas histórias que se cruzam no tumulto de Nova York. A de Benjamin Seymour - um pornógrafo arruinado que, atingido por uma desilusão romântica, anda obcecado pela perda de seu amor - e a da pequena Finn - menina de apenas dez anos, mas que, apesar da pouca idade, já apresenta o Q. I. de um gênio. Em busca de liberdade, Finn foge de sua casa. Em busca de luxúria, Seymour vagueia pela cidade. Quando os dois se encontram, vivem, lado a lado e no decorrer de um único dia, uma série de situações surpreendentes. De acordo com a Francis, a energia erótica da obra de Andrew Lewis Conn lembra a de Philip Roth. A prosa de P mistura elementos líricos e escabrosos, marca registrada de Conn, nova-iorquino do Brooklin nascido em 1973. |
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ANTI-SARAMAGO
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Tupáriz e as serpentes do céu
Vitório Káli
Geração Editorial
502 págs.
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| António Mesquita Brehm - ou Vitório Káli, seu atual nome de escritor (e não pseudônimo, como ele faz questão de frisar) - é uma espécie de antítese de José Saramago em Portugal. Enquanto este último se mostra absolutamente descrente das coisas paranormais, Káli é um entusiasta da parapsicologia e da metafísica. Escreve sobre mundos paralelos, acontecimentos fantásticos e irreais e personagens que, segundo Paulo Coelho, um de seus leitores entusiastas, carregam, cada um, a sua lenda pessoal. Brehm nasceu em Lisboa, em 1927. Publicou seu primeiro livro aos 15 anos. Formou-se em História e Filosofia e foi professor da Universidade de Luanda. Até chegar a estes 20 contos de Tupáriz, já publicou vários outros títulos - a maioria, romances e peças de teatro. |
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